As aulas ministradas pelas professoras Vida Santini e Brunella Sonhos, propõe um roteiro que percorre os diferentes caminhos da música e dança ciganas, passando por diversos estilos como Árabe, Rom (Leste Europeu) , Morisco e Andalus, mostrando em cada passagem a riqueza e o colorido do Povo Cigano, entregando assim uma variedade de técnicas e estilos relacionados à essência ancestral da dança: o rito. Traz também o propósito de fortalecer na mulher seu espaço, seu poder para criar e sentir-se dona de si mesma, do seu corpo, da sua mente e de seu espírito, de forma que ela possa unir-se a sua “tribu” ou reencontrar sua própria essência.

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"Procure imaginar-se envolvido por cordas luxuriantes e cheias de sensualidade de uma época distante. Uma música plena de espírito, expressão de um povo livre e impetuoso. Música que era como uma segunda linguagem, meio de expressão de suas vidas e de seus anseios. Época das mulheres de longos cabelos de azeviche derramados nas costas, roupas e cores bem vivas e pés descalços que lhes pareciam permitir saborear o contato com o solo. Dos homens vigorosos, de grande sensibilidade e conceito de liberdade total. Homens capazes de penetrar céu adentro com os olhos da alma, sempre que quisessem inclusive deleitar-se com as estrelas da noite. A fogueira lança ao alto suas chispas e espalha sua luz alaranjada, que faz dançar as sombras dos que se reúnem em torno dela. O dia já está bem para trás; as sortes já foram lidas e aqueles homens de tez morena tomam seus violinos e penetram noite a dentro a cantar e a acompanhar as dançarinas, que vão ganhando vivacidade e ardor.”


Carma e Reencarnação – Vida e Realização Sadia, psicografado por Wagner Borges

Todo espírito é meio cigano!
Ao longo das muitas vidas, viaja muito.
Uma hora, é mulher; outra hora, homem... Eternamente viajando...
Quantas vezes dançou em volta de fogueiras? Quantas vezes teve seu sono embalado pelos pais, enquanto ouvia histórias sobre heróis e fadas?
Quantas vezes amou, brigou, entrou e saiu de corpos transitórios? Quantos parceiros já teve?
Que riqueza é a reencarnação!
Poder ser homem ou mulher; alto ou baixo; branco ou negro; amarelo ou vermelho; gordo ou magro. Tudo é possível!
A riqueza está na mudança, na possibilidade de ir e vir, sempre...
O espírito é o mesmo, mas a roupagem muda, como deve ser.
Os milênios passam, as vidas se sucedem, e as danças mudam!
Quem não aceita a reencarnação, é porque quer tudo igual, sempre formatado de acordo com a própria intransigência.
No entanto, o idoso de hoje será a criança do futuro. E a criança de agora é o velho de outrora! Atrás do véu dos sentidos e dos corpos, o mesmo espírito.
Nos olhos - azuis, verdes, castanhos, claros ou negros, o mesmo brilho do eterno. Que maravilha, poder ser tudo, de todos os jeitos!
Poder aprender bastante, sendo muitos! E, ao mesmo tempo, sendo o mesmo!
Todo espírito é meio cigano, pois viaja muito... E dança em volta das fogueiras do infinito.
E a Mãe Divina - ou Pai Divino, se quiserem -, dança junto, dentro de cada ser.
A vida jamais será do jeito que os homens desejam.
Cada dança é diferente das outras; cada momento é uma dádiva; cada vida, uma grandeza! Mudam as vestimentas e os costumes. Contudo, o dançarino é o mesmo, pois é eterno!
Que todas as danças sejam lindas! Que os dançarinos sejam muito felizes!
Comemorem a vida, de que jeito ela vier!


Dança,bailarina,dança...
Põe nos teus passos toda a harmonia
E toda a poesia nas pontas de teus pés
Em gestos nobres,faze surgir a fé!!!

Gira,bailarina,gira...
Vai girando e semeando amor,
Mais depressa que as voltas do mundo,
Pra que haja tempo de matar a dor!

Baila,bailarina,baila...
Traze contigo a primavera
Pra florir os campos,florescendo a Terra,
Numa explosão de cores que tua dança encerra.

Faze de tua arte uma suave prece
Capaz de enternecer os corações de pedra
Faze tua música soar tão alto
Calando assim os estopins da guerra!!!

Mostra ao Homem que o teu bailado
Expressa a vida nesse simples ato...
Onde o amor é tudo,onde o amor é nato.

Que em teus saltos ponhas tua garra
Seguindo sempre a luz de teu clarão,
Quebrando muros para unir os povos
Num universo único,onde se dêem as mãos.

Abre tua alma,no esplendor da dança...
Não desistas nunca e verás,enfim,
Bailar no campo,doce e cálida esperança,
Em meio às flores de um lindo jardim...